Opções de tratamento para pacientes com síndrome dos ovários policísticos

Síndrome do ovário policístico

A síndrome dos ovários policísticos, ou SOP, é uma doença comum na população feminina. É considerada uma síndrome hiperandrogênica. Isso quer dizer que a mulher portadora possui características que refletem a ação de hormônios masculinos, como a distribuição de pelos e acne. A obesidade e a infertilidade (relacionada à irregularidade menstrual) também são comuns a essa condição. E a característica que dá nome à doença é a presença de pelo menos doze pequenos cistos ovarianos distribuídos na periferia dos ovários, ou um ovário aumentado de tamanho. Mas não é preciso detectar essa alteração para se fazer o diagnóstico.

As mulheres com SOP nem sempre apresentam todos esses sintomas ao mesmo tempo. É por isso que o tratamento pode variar bastante entre as pacientes, pois ele é direcionado pelo objetivo que a paciente pretende alcançar: regular a menstruação, combater a acne, engravidar, perder peso ou ainda melhorar a resistência à insulina, que também é característica da doença. A resistência à insulina (ou intolerância à glicose) representa a dificuldade que esse hormônio tem para exercer a sua ação no organismo podendo, a longo prazo, levar ao desenvolvimento do diabetes.

Dessa forma as opções de tratamento incluem anticoncepcionais orais (para regular o ciclo menstrual) e medicamentos que ajudam a amenizar os sintomas masculinizantes. Resistência a insulina e obesidade são tratados individualizando os casos e em acompanhamento com o Endocrinologista juntamente com o Ginecologista.

Independentemente do objetivo que se queira alcançar, ou do tratamento escolhido, todas as pacientes com síndrome dos ovários policísticos se beneficiam com controle nutricional adequado e atividade física regular, que podem amenizar todos os seus sintomas, incluindo a dificuldade para engravidar! Dessa forma, essa mudança de hábitos deve fazer parte do tratamento de todas as pacientes, o que também ajuda a combater a maior tendência que essas mulheres possuem de desenvolver doenças cardiovasculares.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014